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Ciência
Segunda - 13 de Julho de 2009 às 20:01

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Divulgação

 


 


Uma equipe japonesa estudou o desenvolvimento de embriões de tartarugas, a fim de entender o porque da costela do animal crescer para fora, e unir-se para formar uma carapuça externa e rígida.


 No artigo da revista Science, os pesquisadores compararam os embriões da tartaruga com de galinhas e ratos. Eles descobriram, como no desenvolvimento das tartarugas, parte da cobertura de seu corpo envolve-se forçando as costelas para fora.

 

A equipe de pesquisadores do Centro de Desenvolvimento de Biologia Riken, em Kobe, no Japão, descreveu o casco da tartaruga como uma “inovação evolucionária”. Isso representa um avanço do corpo flexível dos ancestrais que as tartarugas dividiram com mamíferos e pássaros, de tal modo que os cientistas têm juntado as peças para saber exatamente como era.

 

“Outros grupos têm procurado saber porque a omoplata em tartarugas se reveste dentro da caixa torácica”, diz Olivier Rieppel do Museu Field em Chicago, um especialista na

evolução de répteis que não participou do estudo. “Isso as torna únicas.”

 

Mapa do Corpo

 

Esse estudo identificou a chave do evento no desenvolvimento dos embriões de uma tartaruga que muda fundamentalmente seu esboço do corpo – quando a dobra da parte superior de seu corpo incorpora-se em si mesmo.

 

Essa dobra produz o que os cientistas se referem como a um disco carapucial – um inchaço de uma camada profunda da pele da tartaruga que traça a posição da casca. “Uma vez que  você tenha esse esboço do corpo, você tem o disco carapacial e todo o resto vem a seguir”, disse Dr. Rieppel.

 

Nos primeiros embriões, os músculos e os esqueleto estão em posição semelhante a das aves e rato, explicou Shigeru Kuratani, um dos autores do estudo.

 

Com o desenvolver do embrião, essa dobra re-mapeia o corpo da tartaruga – prevenindo mecanicamente as costelas de crescer no interior e mantendo a omoplata no lugar.

 

O Dr. Kuratani explicou que algumas das conexões entre desenvolvimento de ossos e músculos eram os mesmos como em pássaros e mamíferos, mas havia alguma coisa, incluindo os músculos peitorais, que mostraram de forma completa e única (tipos de) conectividade nas tartarugas.

 

A descoberta ajudou a definir uma posição na história evolucionária de um fóssil de uma tartaruga descoberto ano passado na China, que tinha um casco incompleto apenas coberto do lado inferior.

 

“O estágio de desenvolvimento da tartaruga moderna, quando a costela não está encapsulada na omolata ainda, lembra o (corpo) dessa espécie do fóssil”, diz Dr. Kuratani.

 

Dr. Rieppel, que examinou o fóssil chinês quando foi descoberto em 2008, disse que o estudo ilustra essa tartaruga antiga como “basicamente um passo intermediário na evolução  dos animais”. Os cientistas ainda não sabem o que causa o envolvimento. Isso pertence a um futuro projeto, explicou Dr. Kuratani.

 

Enfatizando a importância do desenvolvimento do projeto de pesquisa na área de evolução biológica, Dr. Kuratani analisa que mudanças evolutivas no desenvolvimento surgem em uma enorme diversidade de formas animais.

 

“Não importa quão esquisito isso pode ser, e como uma espécie de mágica, evolução e extremamente hábil, e há um meio para fazê-la trabalhar. No caso da evolução da tartaruga, a maior parte da habilidade foi encontrada no envolvimento embrionário”, finaliza.




Fonte: BBC Brasil

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